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"A quem interessa a destruição de um lugar tão histórico?", questiona Clarindo Silva

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"A quem interessa a destruição de um lugar tão histórico?", questiona Clarindo Silva

O jornalista levantou questões sobre o futuro da Baixa dos Sapateiros

"A quem interessa a destruição de um lugar tão histórico?", questiona Clarindo Silva

Foto: Metropress

Por: Metro1 no dia 02 de abril de 2025 às 18:44

Atualizado: no dia 02 de abril de 2025 às 18:51

O jornalista Clarindo Silva levantou questões sobre o futuro da Baixa dos Sapateiros, bairro de Salvador que, segundo ele, passa por um processo de decadência. Em entrevista ao Jornal da Cidade, nesta quarta-feira (2), ele apontou a falta de um projeto claro para a revitalização da área, destacando a diminuição da relevância da região ao longo das últimas décadas. 

Em sua análise, o jornalista citou a transformação do bairro ao longo dos anos, com a desativação de importantes equipamentos culturais e o fechamento de espaços históricos."Eu acredito que é necessário ter uma política, um projeto, um plano que possa revitalizar o a Baixa dos Sapateiros. Qual é a vocação da Baixa dos Sapateiros neste momento? Desde a década de 70, começamos a ver a saída dos equipamentos importantes da região", analisou.

Clarindo questionou a quem interessa a destruição do Centro Histórico. "Mas a realidade é que a rua Ruy Barbosa, que antes tinha 15 ou 16 antiquários, hoje tem apenas três ou quatro, e as casas estão praticamente arruinadas. Então, a pergunta que fica é, a quem interessa a destruição de um lugar tão histórico? Parece haver um esquema pesado para destruir e depois reconstruir, mas isso leva muito tempo e causa grandes danos", criticou. 

A memória de figuras históricas também foi abordada por Silva, que recordou sua experiência pessoal com o Major Cosme de Farias, um defensor da educação e da cultura baiana. "Ele me deu uma cartilha de ABC, uma aritmética, e um lápis com borracha. A mensagem que ele transmitia era contra a alta taxa de analfabetismo. Essa lembrança dele ficou guardada em minha memória. Ele não era apenas um defensor da educação e da cultura, mas também um defensor da sociedade baiana. Passei a acompanhá-lo em vários momentos e, até hoje, cultivo essa cartilha de ABC, que autografado por ele", relembrou.