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Sérgio Augusto relembra desafios da mídia na ditadura: "imprensa alternativa surge como forma de resistência"
Sergio Augusto revelou, durante o Três pontos desta quinta-feira (3), que, após 1968, a censura se intensificou e afetou diretamente os veículos de comunicação
Foto: Reprodução/YouTube
O endurecimento da censura após o AI-5 levou ao surgimento da imprensa alternativa nos anos 1970, como forma de resistência ao regime militar. A revelação foi feita pelo jornalista Sergio Augusto durante o programa Três Pontos desta quinta-feira (3). Augusto destacou que publicações independentes buscavam driblar a repressão e oferecer um espaço de contestação, enquanto os grandes jornais sofriam severas restrições, tanto políticas quanto econômicas.
"O jornal passou a ser censurado na época, o antigo jornal, o jornal que trabalhava que era o Correio da Manhã, mas na área política, na parte cultural não. Isso só a revolução mesmo, quer dizer, a 'revolução', entre aspas, a redentora, conforme acreditava o Sérgio Porto na época, veio mesmo pesado depois de 68, depois do AI-5", contou.
Além da censura direta, Sérgio Augusto ressaltou que o governo pressionava anunciantes para retirar apoio financeiro de jornais considerados subversivos, o que enfraquecia a economia dessas publicações. Ele citou o Correio da Manhã como um dos afetados, além da Última Hora, que foi um dos veículos mais perseguidos. Mesmo diante dessas dificuldades, a resistência jornalística encontrou formas de se manifestar, especialmente no teatro, cinema e na produção cultural.
Confira o programa completo:
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