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Filho de Mãe Bernadete diz que suspeitos de matar Binho do Quilombo foram soltos por “parentesco político”
Em entrevista à Rádio Metropole, Jurandir Welligton revelou que dois suspeitos pelo crime ficaram presos somente durante um mês
Foto: Reprodução/Radio Metropole
O filho da liderança quilombola Bernadete Pacífico, Jurandir Welligton Pacífico, disse que os suspeitos de matar o seu irmão, Flávio Gabriel Pacífico, chegaram a ser presos, mas foram soltos devido a “parentesco político”.
Em entrevista à Rádio Metropole, nesta terça-feira (22), Jurandir Welligton contou que reuniu diversas provas contra os suspeitos de cometer o crime e as entregou para a polícia, mas nada teria sido feito.
“Tem que resolver a morte de Binho, que já está tudo lá na mão da Justiça [...] Os suspeitos foram presos, os dois, mas como têm parentesco político soltou. É um cunhado de fulano, do prefeito tal, a verdade tem que ser dita. Tem um negócio por trás muito forte [...] Levantei a ficha do carro, dono, foto, placa, tudo [...] Está tudo lá, não investiga porque tem gente grande por trás”, revelou.
Binho do Quilombo foi morto em 2017 - seis anos antes de Mãe Bernadete - com 14 tiros. Ainda de acordo com Jurandir, o crime foi cometido após Binho se opor à construção de um empreendimento milionário no quilombo Pitanga dos Palmares. Para ele, a falta de respostas sobre o crime, investigado pela Polícia Federal, possibilitou que sua mãe também fosse assassinada.
“Se tivessem resolvido o caso de Binho, isso não teria acontecido. Houve falha do Estado. O Estado deve desculpas à sociedade”, disse.
Confira a entrevista na íntegra:
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