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Eleição para primeira vice da Alba cai novamente por falta de consenso entre petistas
Disputa é adiada mais uma vez após Junior Muniz se manter no páreo contra Fátima Nunes
Foto: Divulgação
Sem consenso na bancada do PT, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) decidiu não colocar em votação na sessão desta terça-feira (1) a disputa pela primeira vice-presidência da Casa. A eleição para o cargo estava inicialmente prevista para quarta-feira passada (26), mas foi adiada quando o deputado estadual Júnior Muniz (PT) anunciou, de última hora, que iria entrar no páreo contra a também deputada petista Fátima Nunes, que contava com a adesão de sete dos nove integrantes da bancada do partido. Apenas Muniz e Euclides Fernandes não assinaram a lista de apoio à parlamentar.
Foice e martelo
No início da sessão desta terça, foi lido um novo requerimento em plenário, no qual a bancada do PT ratifica o apoio a Fátima Nunes. Ao mesmo tempo, os líderes petistas protocolaram um documento assinado pela Executiva Estadual do partido, cujo teor corrobora a posição. Nos corredores da Alba, a reação da cúpula da legenda na Bahia foi traduzida como sinal de isolamento de Muniz na bancada.
Vai ou racha?
Segundo apurou a Metropolítica, Muniz teve um encontro pela manhã com a articulação política do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e, após deixar o encontro, informou a aliados próximos que a candidatura estava mantida, mesmo com a pressão do comando estadual do PT para que abandonasse o páreo. De acordo com líderes da base aliada ao Palácio de Ondina e da oposição, mesmo que Muniz retire o nome, são muito pequenas as chances de que Fátima Nunes reúna 32 votos, mínimo necessário para conquistar o segundo posto mais importante na hierarquia da Alba.
Saída pela esquerda
Conforme apontado pela Metropolítica, a única hipótese de fazer Muniz desistir da candidatura seria por um pedido pessoal do próprio governador. Contudo, Jerônimo foi aconselhado a manter distância regulamentar e deixar que a bancada do PT se acerte. O argumento é de que Fátima Nunes não tem capilaridade para vencer Junior Muniz. Ou seja, uma eventual derrota da deputada, que enfrenta resistência entre os pares, cairia no colo dele.
Matemática desfavorável
Parlamentares influentes da base governista e da oposição afirmam que Muniz teria hoje, seguramente, de 45 a 50 votos. Em contrapartida, a avaliação é de que Fátima Nunes perderia para votos nulos e brancos.
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