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Tradicional ponto de venda de eletrônicos, Rua do Saldanha enfrenta declínio no movimento e vendas
A equipe do Repórter Metropole esteve na região nesta quinta-feira (27) e conversou com clientes e moradores
Foto: Metropress
Por pelo menos 30 anos, a Rua do Saldanha, no Centro Histórico de Salvador, se tornou um ponto movimentado para quem buscava eletrônicos, dos mais raros aos mais populares, ou apenas consertar aquele equipamento de casa. O cenário, no entanto, vem mudando e o movimento já não é o mesmo. A equipe do Repórter Metropole esteve na região nesta quinta-feira (27) e conversou com clientes e moradores.
Além da chegada de plataforma digitais de compra e venda, a falta de estrutura para que os clientes cheguem e estacionem seus carros foi apontada como um dos motivos do declínio da rua. O comerciante Vina Amélio, por exemplo, trabalha há 30 anos na Rua do Saldanha e revela que em determinados dias suas vendas não chegam a R$ 50. “Cada dia que passa, isso aqui está ficando pior para a gente, tenho 30 anos aqui, nunca passei por uma situação dessa”, lamentou.
Já José Carlos Vieira Lopes, comerciante há 40 anos na Rua do Saldanha, cita plataformas como Mercado Livre e a saída de órgãos públicos da rua como motivadores da queda no movimento. Ele lembra que sua loja chegou a ter fila para atendimento: “hoje não existe mais, hoje nós estamos aqui numa situação de melancolia”.
Os comerciantes reclamam também da estrutura para estacionamento. De acordo com eles, chegou a ser cogitado a possibilidade de implantar Zona Azul na região, mas não foi para frente. O estacionamento continua sendo feito com o intermédio de flanelinhas.
Já Hernando Santos Almeida, comerciante há 30 anos na região, acredita que as dificuldades para transporte são as barreiras que vêm diminuindo o movimento na rua. “Estacionamento aqui é horrível aqui para o cliente. Tem ruas aqui que têm espaço para ter estacionamento, mas infelizmente os governantes não olham para a gente aqui. O grande problema é o transporte e o estacionamento para o cliente”, opina. Para se reinventar, ele vem trabalhando com um motoboy para levar o produto ao cliente. Ele acredita que com a Zona Azul o movimento melhoraria pelo menos 50%.
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