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Em entrevista à Rádio Metropole nesta quinta-feira (27), o jornalista explicou como os militares infiltraram espiões nas redações e universidades para monitorar críticos do regime
Foto: Reprodução
O jornalista Biaggio Talento comentou, nesta quinta-feira (27), a estratégia dos militares de espionar jornalistas nas redações, entre o final da década de 1970 e o início dos anos 80. O tema foi destaque na capa do Jornal Metropole desta semana.
Durante sua participação no Jornal da Bahia no Ar, Biaggio destacou que, segundo documentos secretos do regime, os militares espionavam profissionais da comunicação que faziam críticas ao governo militar, que eram tidos como "subversivos" que direcionavam as notícias com a intenção de inclinar a população contra o regime. Para isso, eram utilizados espiões dentro das redações. "Nenhum jornalista tinha ideia e ninguém estava preocupado com isso. Eles apenas queriam fazer seu trabalho, serem jornalistas e combater a ditadura da maneira que podiam, produzindo matérias críticas, mas nenhum sabia da espionagem", afirmou.
O jornalista também explicou que a espionagem não se limitava aos veículos de comunicação. "Havia muitos infiltrados nas universidades, mas dentro das redações a gente não imaginava. Na faculdade, conseguíamos identificar quem estava passando informações. E não era apenas na mídia; os relatórios da ditadura abordavam a 'infiltração comunista' em toda a sociedade: nos órgãos públicos, nas universidades, nas escolas", completou.
Confira a entrevista na íntegra:
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