
Justiça
PF indicia ex-assessor de Moraes em investigação sobre diálogos do ministro
Inquérito foi aberto em 2024, após vazarem conversas de Moraes com auxiliares

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Polícia Federal indiciou Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por violação de sigilo funcional com dano à administração pública. O inquérito foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite desta terça-feira (1º). Cabe à Procuradoria-Geral da República, sob o comando de Paulo Gonet, decidir se denuncia Tagliaferro.
O ex-assessor foi investigado pela divulgação de diálogos do ministro com servidores do TSE e do STF. Para a Polícia Federal, Tagliaferro “praticou, de forma consciente e voluntária, a violação do sigilo funcional – sendo que ele ocupava função de confiança na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação no Tribunal Superior Eleitoral”.
No documento de 21 páginas, a PF reuniu arquivos do celular do ex-assessor para apontar que vazamento ocorreu de forma proposital. A PF afirmou que “o diálogo deixou evidente que Tagliaferro divulgou ao jornalista informações que foram obtidas enquanto ele laborava na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE. Estas informações deveriam ser mantidas em sigilo”, diz o relatório.
As mensagens do gabinete de Moraes, reveladas pelo jornal Folha de S.Paulo, se referem ao período de agosto de 2022 a maio de 2023, quando Moraes era também presidente do TSE. Entre os interlocutores estão Tagliaferro e o juiz instrutor Airton Vieira, do gabinete do ministro no STF.
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