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Cada vez mais jovem, Metropole completa 25 anos de inovação e contribuição no jornalismo baiano

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Cada vez mais jovem, Metropole completa 25 anos de inovação e contribuição no jornalismo baiano

Nesses 25 anos de história, Mário Kertész entrevistou muita gente. Foram mais de 25 mil entrevistas, somente as feitas por ele, sem contar outros programas e apresentadores

Cada vez mais jovem, Metropole completa 25 anos de inovação e contribuição no jornalismo baiano

Foto: Acervo

Por: Metro1 no dia 03 de abril de 2025 às 07:00

Matéria publicada originalmente no Jornal Metropole em 2 de abril de 2025

Tudo começou em 3 de abril de 2000, na virada ou bug do milênio. Bug é mais nossa cara, é moderno, é irreverente, inesperado. Foi nesse bug que a cidade dava lugar a metrópole. Ou melhor, a rádio cidade virava Rádio Metropole. Mas não só isso. Nas ondas da Metropole, a formalidade tradicional dava lugar ao sotaque e jeitinho baiano. Os microfones davam espaço aos ouvintes e fontes de todo o país.

Nesses 25 anos de história, Mário Kertész entrevistou muita gente. Foram mais de 25 mil entrevistas (somente as feitas por ele, sem contar outros programas e apresentadores). Nessa lista dá  para incluir todos os presidentes da República desde então, além de autoridades políticas, juristas, cientistas, filósofos, artistas e escritores, brasileiros e estrangeiros. Gente que tem algo a dizer, que nos ajuda a pensar e a desenvolver senso crítico – ferramenta poderosa de conhecimento.

Algumas dessas entrevistas mudaram o rumo dos acontecimentos no país. Em 2002, Ciro Gomes, então candidato à Presidência, chamou um ouvinte de burro no ar. Ou com José Dirceu, em 2006, na tentativa de recuperar sua elegibilidade. Houve ainda com o presidente Lula, pouco antes de ser preso em 2018 e ainda a com Jaques Wagner sobre a disputa ao governo da Bahia em 2022 que gerou o rompimento entre PP e PT.

Entrevistar é mais do que perguntar e responder. É abrir portas para diferentes pensamentos, gerar crises, ouvir confissões. É dialogar com histórias, ideologias e o inesperado. Concordar, discordar, enriquecer o debate.

A Rádio Metropole foi e é escola. Não apenas no jeito de fazer rádio com personalidade baiana, nem só na mistura de seriedade e bom humor, emoção e ironia. Mas também na formação de profissionais que se destacam pelo Brasil e pelo mundo, como Rita Batista, Jéssica Senra e Camila Cintra.

Não se pode contar essa história sem falar de Abraão Brito, um dos pilares da Metropole. Parceiro de Mário Kertész, sua inteligência afiada, repertório vasto e, claro, até suas piadas ruins ajudaram a consolidar a identidade da rádio. Nos bastidores, outros nomes foram essenciais para que a “radinha” acontecesse diariamente, como Selma Carvalho, Marcos Meira e Maurício Pereira. E, claro, os comentaristas que trouxeram profundidade aos debates, como  Sebastião Nery e Ruy Castro, Biaggio Talento e Wilson Gomes e ainda o saudoso Albergaria.

A Metropole não parou por aí. Expandiu-se para 300 cidades, virou um grupo de comunicação com portal de notícias, jornal impresso e presença digital. Foi uma das primeiras rádios do país a transmitir pela internet e a investir em audiovisual.

Hoje, a revolução tecnológica liderada por Chico Kertész mantém a “radinha” em constante evolução. Nos bastidores, profissionais como Selma, Simone e Raimundo seguem fazendo a engrenagem girar. A Metropole nunca se acomodou. E essa talvez seja sua maior marca: ser única, imprevisível e sempre um passo à frente.