Cidade
"Esdrúxulo", diz arquiteto sobre projeto de instalar esteiras rolantes no Centro Histórico de Salvador
A aposta do professor da Ufba é no plano inclinado, mais adequado à realidade da capital baiana
Foto: Reprodução
O arquiteto e professor da Ufba, Marcos Correia Campos comentou, em entrevista à Rádio Metropole nesta terça (31), o projeto de construção de esteiras rolantes no centro da capital baiana. Ele classificou a ideia como "esdrúxula".
"Não li o projeto, sei pelo que vi nas redes sociais. Pelo que entendi, seria um ligação subterrânea entre as estações de metrô da Lapa, a estação final, até a Barroquinha, ou até o centro histórico. Me parece uma coisa um tanto quanto esdrúxula. A gente tem uma Baixa dos Sapateiros completamente esvaziada, temos uma concentração muito forte de comércio e serviços ao redor das saídas da estação da Lapa. O que a gente precisa é povoar mas o centro, fazer o centro mais interessante. A gente passa pela rua Chile e é de chorar, só tem uma porta aberta. Então quando a gente coloca as pessoas para baixo da terra, toda superfície da rua, do 'térreo', continua desabitada. Eu diria então que Salvador continuaria deficitária", analisou o arquiteto.
Para Marcos, se for para escolher um modal a investir, sua aposta seria no plano inclinado: "Acho que é gritante a necessidade de instalar uma rede detalhada, grande, diversificada, de planos inclinados fazer com que as pessoas em todas as situações de encosta consigam vencer as diferenças de altura entre o fundo do vale e o cume dos bairros. Isso favoreceria os pedestres, os ciclistas, e é uma ideia muito mais promissora para vida urbana em Salvador do que qualquer passagem subterrânea, que inclusive, não consigo imaginar valor agregado".
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