Cidade por Paloma Morais, Alexandre Galvão e Matheus Simoni no dia 13 de Jan de 2018 • 07:28

Moradores de Vilas protestam contra ʹraveʹ de 12h

Moradores de Vilas protestam contra ʹraveʹ de 12h

Foto: Reprodução/ Facebook/ Sollares

Moradores de Vilas do Atlântico, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, não estão nada satisfeitos com a realização da festa Sollares na praia da localidade, nas proximidades de área residencial, e que promete ter 12 horas de música eletrônica ininterrupta. A "rave", que acontecerá na Rua Praia de Marambaia, terá início às 18h deste sábado (13) e terminará às 6h do domingo (14).

Em carta enviada às secretarias Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) e de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Lauro de Freitas (Semarh), eles reclamam da liberação do local para fazer o evento. Para os residentes da região, o evento causará vários transtornos, como a poluição sonora. Além disso, eles apontam que o local se trata de uma área do projeto Tamar de desova de tartarugas, que deve ser protegida ambientalmente.

“Isso é uma festa com drogas, som altíssimo e numa área de desova de tartaruga. Isso é um absurdo. O ano passado essa festa deu polícia, foi um horror! Rapazes e moças sumiram drogados e alcoolizados”, diz o texto sobre o evento que já teve uma edição na praia de Vilas no ano passado.

Na tentativa de barrar a festa, a Associação de Moradores de Vilas do Atlântico (Amova) agendou para este sábado, às 10h, um protesto contra a realização da ʹraveʹ. "A Amova convoca todos os moradores a comparecer às 10 h na orla de Vilas , calçadão nas imediações da Rua Praia de São Conrado, próximo a Barraca Timoneiro para protestar e impedir a festa rave que haverá na praia, em terreno público, dentro do nosso Loteamento privado e residencial sem o consentimento dos moradores ou de sua entidades representativas! Um abuso com o alvará da Prefeitura de Lauro de Freitas e do SPU", diz a descrição do ato no Facebook.

Ao Metro1, a presidente da Amova, Janaina Ribeiro, contou que em conversa com o comandante do Batalhão da Polícia Militar da região ele disse não ter sido informado sobre a festa. "Acabei de falar com a polícia, com comandante Fabrizio, e ele disse que não está sabendo de nada e que não tem efetivo para fazer a cobertura de mil pessoas que está previsto na autorização deles", explicou.

Organizador da festa, Maurício Azevedo afirmou ao Metro1 que tem autorização da SPU e da prefeitura de Lauro. Ainda segundo ele, vagas para um “hotel cinco estrelas são oferecidas para os moradores insatisfeitos”.

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