Cidade 16 de Fev de 2017 • 15:50

Presidente do Espanhol cita falta de apoio e contesta secretário: "Indignada"

Presidente do Espanhol cita falta de apoio e contesta secretário:

Foto: Tácio Moreira/Metropress

O Jornal da Metrópole dessa semana mostra o estado de abandono do Hospital Espanhol, que após dois anos e meio fechado, continua sem perspectiva de voltar a funcionar. A presidente da Real Sociedade Espanhola de Beneficência, Nievéz Gonçalez, afirmou que o governo do estado não tem dado o apoio prometido e a decisão da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia) de decretar a falência da unidade de saúde só piora a situação. “O governo do estado teria que auxiliar a gente fazendo um atrativo para os investidores e não complicando”, reclamou. 

Mas em entrevista a Mário Kertész nesta quinta-feira (16), o secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas Boas negou a falta de apoio e disse que nunca foi procurado pela direção do hospital. “Eu não tive ainda o prazer de conhecer a nova presidente do Hospital Espanhol e tenho dito a todos que me questionam que nós, do governo do estado, temos acompanhado [a situação do hospital]. Temos reuniões internas”, disse. 

  >> Hospital Espanhol corre risco de falência e reclama de falta de apoio

Só que procurada mais uma vez pela Metrópole, a presidente do Espanhol contestou a afirmação do secretário. Segundo Nievez, ela já tentou agendar um encontro com Vilas Boas diversas vezes e não teve sucesso. “Eu fiquei indignada, porque o secretário não está dando o devido tratamento responsável. Eu já acionei minha secretária para pegar os ofícios todos que eu enviei pedindo para ele me receber”, rebateu. 

A presidente da Real Sociedade Espanhola de Beneficência lembrou ainda o último contato que teve com Fábio. Na ocasião, ele pediu a liberação dos bens que estavam na sala que ocupava quando era diretor médico do Espanhol. Mas, obedecendo a uma decisão judicial, Nievez negou o pedido. “Ele me ligou no passado perguntando o porque eu não liberava os pertences que se encontravam no escritório dele. Eu respondi que ele teria que se reportar a Justiça do Trabalho para pedir essa liberação. Nada sai do hospital sem ter a ciência judicial. Eu acho que ele não gostou muito, mas eu reforcei o meu pedido para que ele fizesse uma audiência para conversarmos pessoalmente. Ele disse que ia verificar isso e que eu ia ser chamada pela secretária dele, o que, até hoje, não aconteceu”, completou Nievez. 

 



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