Política
PGR foi contra buscas em endereços de senador, mas Barroso autorizou ação com base em pedido da PF
Para a Procuradoria, não haveria indícios de que o líder do governo no Senado guardasse materiais que pudessem ser apreendidos
Foto: Moreira Mariz/Agência Senado
A Procuradoria-Geral da República se manifestou contrariamente aos mandados de busca e apreensão nos endereços do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo do presidente Jair Bolsonaro no Senado.
Segundo um trecho da decisão que autorizou a ação, obtida pela TV Globo, a PGR considerava que não havia indícios de que o parlamentar guardasse consigo material que comprovasse o cometimento de atos ilícitos.
O pedido original para a realização de buscas em endereços residenciais e profissionais de Coelho foi realizado pela Polícia Federal. Mesmo com o parecer contrário do órgão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso resolveu atender à solicitação da PF.
"Ouvida, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se favoravelmente à realização da busca e apreensão nos domicílios e endereços profissionais de todas as pessoas indicadas pela Polícia Federal, à exceção do senador Fernando Bezerra de Souza Coelho", diz trecho do documento.
Segundo o texto, a PGR argumentou que "não há indícios de que ele registrasse os atos praticados, pois, ao contrário, adotou todas as medidas para manter-se longe deles, de modo que a medida invasiva terá pouca utilidade prática".
Por meio de nota, o advogado de Bezerra Coelho, André Callegari, afirmou que a medida "causa estranheza", uma vez que a PGR foi contra as buscas em endereços do senador. A defesa diz ainda que seguirá "firme" para demonstrar que as medidas são "extemporâneas e desnecessárias".
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.