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Defesa da suposta vítima vai recorrer da absolvição de Daniel Alves na Espanha

Internacional

Defesa da suposta vítima vai recorrer da absolvição de Daniel Alves na Espanha

Com esse novo passo da acusação, o caso volta à esfera judicial

Defesa da suposta vítima vai recorrer da absolvição de Daniel Alves na Espanha

Foto: Reprodução

Por: Metro1 no dia 04 de abril de 2025 às 18:39

Uma semana após a absolvição de Daniel Alves pelo Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC), o caso do ex-jogador ganhou novo desdobramento nesta sexta-feira (4). A mulher que o denunciou por estupro decidiu recorrer da decisão que anulou a condenação do brasileiro. Segundo a imprensa espanhola, a advogada da vítima pretende apresentar o recurso à Justiça na próxima segunda-feira (7).

Com esse novo passo da acusação, o caso volta à esfera judicial. Os recursos serão analisados pelo TSJC, e, caso aceitos, a ação poderá ser encaminhada ao Tribunal Supremo da Espanha, a mais alta instância do Judiciário do país.

Também nesta sexta-feira, Daniel Alves obteve de volta seus passaportes brasileiro e espanhol, o que o autoriza a deixar o território espanhol e retornar ao Brasil. Acompanhado de sua advogada, Inés Guardiola, o ex-atleta compareceu ao tribunal para cumprir procedimentos administrativos e recuperar os documentos, que haviam sido retidos desde sua prisão preventiva em 2023.

O ex-jogador havia sido condenado a quatro anos e seis meses de prisão por estupro, ocorrido em uma boate de Barcelona, mas a sentença foi anulada na semana passada por decisão unânime dos magistrados. A defesa da vítima, no entanto, já anunciou que entrará com recurso contra a absolvição.

A devolução dos passaportes era um passo esperado após a anulação da condenação. Os documentos estavam retidos desde janeiro de 2023, quando Alves foi detido preventivamente enquanto aguardava a formalização da acusação e o julgamento. O ex-jogador possui residência em Barcelona, onde vive com a esposa, a modelo espanhola Joana Sanz.

Na decisão que anulou a pena, os juízes do TSJC argumentaram que havia "insuficiência de provas" para sustentar a condenação. Segundo a Corte, o depoimento da denunciante apresentava inconsistências em relação aos registros do episódio. "O que foi explicado pela denunciante difere sensivelmente do que aconteceu de acordo com o exame do episódio registrado. A divergência entre o que a queixosa relatou e o que realmente aconteceu compromete seriamente a fiabilidade da sua história", diz um trecho da decisão.

A anulação também derrubou dois recursos paralelos que tramitavam no tribunal, ambos pedindo aumento da pena: um apresentado pela Promotoria, que solicitava nove anos de prisão, e outro pela acusação particular, que queria ampliar a condenação para 12 anos.

A decisão, no entanto, não reconhece a veracidade da versão apresentada por Daniel Alves, apenas aponta que não há provas suficientes para mantê-lo condenado por estupro. O Ministério Público espanhol também informou que recorrerá da anulação junto ao Tribunal Supremo.