Inscreva-se no Programa de bolsa e treinamento para estagiários em comunicação na Metropole>>

Quinta-feira, 03 de abril de 2025

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Brasil

/

Brasil e Paraguai: Governo busca evitar crise diplomática após caso de espionagem da Abin

Brasil

Brasil e Paraguai: Governo busca evitar crise diplomática após caso de espionagem da Abin

Após o caso vir a tona, o Paraguai pediu explicações do embaixador do país no Brasil e cobrou um posicionamento do embaixador brasileiro no Paraguai

Brasil e Paraguai: Governo busca evitar crise diplomática após caso de espionagem da Abin

Foto: Ricardo Stucker/PR

Por: Metro1 no dia 02 de abril de 2025 às 14:27

O presidente Lula (PT) quer evitar que o episódio envolvendo uma espionagem da Abin contra o Paraguai se transforme em uma crise diplomática com um país vizinho estratégico. O Palácio do Planalto orientou o Ministério das Relações Internacionais (Itamaraty) a procurar o governo paraguaio para explicar a operação de espionagem feita pela Abin contra a Presidência do país vizinho. As informações sobre o caso foram publicadas pelo portal UOL. 

De acordo com assessores, Lula busca esclarecer que a operação começou durante a gestão de Bolsonaro e foi cancelada no início do governo atual, enquanto ocorria a transição de poder da Abin. Além disso, o Executivo também destaca que nada foi utilizado para prejudicar o Paraguai nas negociações sobre o valor da energia excedente que o país vizinho vende para o Brasil.

Após o caso vir a tona, o Paraguai pediu explicações do embaixador do país no Brasil e cobrou um posicionamento do embaixador brasileiro no Paraguai.

Segundo a equipe de Lula, a espionagem foi determinada no governo Bolsonaro e cancelada no dia 27 de março de 2023, assim que foi descoberta.O novo diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Correa, só tomou posse no dia 30 de maio.

Agora, o Paraguai quer saber se o Brasil utilizou informações obtidas ilegalmente para conseguir vantagens nas negociações fechadas já no governo Lula, que levaram a um preço mais baixo na energia comprada do Paraguai. O Brasil nega.

Atualmente, há uma negociação em curso sobre o valor da energia excedente. O último acordo vigorou até dezembro de 2024, mas o Paraguai pediu que fosse prorrogado até maio deste ano. Agora, a renovação está em discussão, já que o país vizinho não quer uma redução de valor. A avaliação é de que a negociação pode ser prejudicada por causa das informações de espionagem.

Ainda de acordo com os assessores, a divulgação do caso irritou a equipe do presidente Lula. A Polícia Federal, inclusive, abriu uma investigação sobre o vazamento dessa informação, que consta no depoimento de um agente no inquérito sobre a Abin paralela.