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Segundo dossiê, mulher de Cunha pagou despesas com conta secreta na Suíça

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Segundo dossiê, mulher de Cunha pagou despesas com conta secreta na Suíça

O dinheiro que saiu de uma conta secreta na Suíça atribuída à jornalista Claudia Cruz, mulher do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pagou despesas com dois cartões de crédito, é o que aponta o dossiê entregue pelo Ministério Público suíço à Procuradoria-Geral da República do Brasil. Entre os pagamentos, uma famosa academia de tênis na Flórida (EUA) também estava no registro. [Leia mais...]

Segundo dossiê, mulher de Cunha pagou despesas com conta secreta na Suíça

Foto: Reprodução / Folha de SP

Por: Camila Tíssia no dia 10 de outubro de 2015 às 10:27

O dinheiro que saiu de uma conta secreta na Suíça atribuída à jornalista Claudia Cruz, mulher do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pagou despesas com dois cartões de crédito, é o que aponta o dossiê entregue pelo Ministério Público suíço à Procuradoria-Geral da República do Brasil. Entre os pagamentos, uma famosa academia de tênis na Flórida (EUA) também estava no registro.

De acordo com os investigadores, o dinheiro é fruto de propina da Petrobras, mais especificamente de um contrato de US$ 34,5 milhões da estatal relativo à compra de um campo de exploração em Benin, na África. Segundo publicação da Folha de São Paulo, dados do banco Julius Baer apontam que, os recursos foram movimentados na conta com nome fantasia KOEK, que está em nome da jornalista, entre 2008 e 2015, e tem uma das filhas do deputado como dependente.

Essa conta tinha 146,3 mil francos suíços e foi bloqueada pelo Ministério Público da Suíça em 17 de abril de 2015, um mês após o STF (Supremo Tribunal Federal) abrir inquérito contra Cunha por suspeita de participação no esquema de corrupção da Petrobras investigado pela Operação Lava Jato.

Em um dos cartões de crédito foram gastos US$ 525 mil de janeiro de 2013 a abril de 2015. O outro registrou despesas de US$ 316,5 mil em quatro anos. De acordo com a assessoria de Cunha, o peemedebista reafirma que, "desconhece o teor dos fatos veiculados" e que só os comentará após ter "acesso ao conteúdo real do que vem sendo divulgado". Já os advogados afirmaram estranhar a publicação de informações de investigações sob sigilo.