Cultura por Paloma Morais e Luiza Leão no dia 06 de Dez de 2017 • 18:41

Mateus Aleluia fala sobre homenagem ao Tincoãs no TCA: ʹMúsica atemporalʹ

Mateus Aleluia fala sobre homenagem ao Tincoãs no TCA: ʹMúsica atemporalʹ

Foto: Divulgação

O compositor e cantor Mateus Aleluia apresenta na noite desta quarta-feira (6) um show em homenagem ao grupo "Os Tincoãs", o qual ele era integrante, na sala principal do Teatro Castro Alves, em Salvador, às 20h. Em entrevista ao Jornal da Cidade Segunda Edição, na Rádio Metrópole, Mateus classificou a música feita pelo trio como "atemporal".

"Porque a gente advoga um princípio de que a cultura advém do culto, do culto ao candomblé. Essas músicas são adaptadas dos cânticos. Hoje ela tem essa interligação. É uma música que ultrapassa essa regulação de música nova, música velha. Ela passa desse contexto", disse, sobre o fato de suas canções serem sucesso até os dias de hoje.

A trajetória do trio será relembrada também com um lançamento de livro-memória, no final da apresentação, que irá contar com a presença de outro ex-integrante da banda, Badu, que não encontra Aleluia há mais de 36 anos.

"Estamos cada um em um local diferente. O momento é importante, é uma condição que não se repete muitas vezes. Desde 1981, há bastante tempo que o povo não nos vê aqui na Bahia", disse, ao citar também o relançamento dos três principais discos do grupo, que acontecerá após o show, no foyer do teatro.

Para quem quiser adquirir o livro, ele vai estar à venda, mas será restrita para os convidados, conforme anunciou o músico. "Os três álbuns, os principais, vêm na capa. Nós também estamos entusiasmados. A produção me surpreendeu. Todos os envolvidos me deixaram boquiabertos. Eu imaginei uma coisa bonita, mas nem tanto", afirmou.

O espetáculo contará com os músicos Alex Mesquita, Maestro Bira Reis e Luizinho do Gêgê com direção musical de Mateus Aleluia Filho. A apresentação também contará com vários convidados, entre eles, Saulo, Margareth Menezes, Ganhadeiras de Itapuã, Ana Mammeto e Bira Marques.

O grupo era composto inicialmente por Erivaldo, Heraldo e Dadinho e interpretavam no final da década de 50 apenas boleros. Quando o grupo passou a cantar a música dos terreiros de candomblé, das rodas de capoeira e do samba de raiz, ganhou uma maior projeção. Na época, nos anos 60, Erivaldo saiu e entrou Mateus Aleluia.



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