Cultura por Matheus Morais no dia 14 de Nov de 2017 • 09:04

João Roma fala sobre primeira sinagoga do Brasil: "Presença marcante dos judeus no Brasil"

João Roma fala sobre primeira sinagoga do Brasil:

Foto: Inaldo Menezes/PCR

O chefe de gabinete da Prefeitura de Salvador, João Roma, contou, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta terça-feira (14), um pouco da história da primeira sinagoga do Brasil, a Kahal Zur Israel (Congregação Rochedo de Israel), que funciona na cidade de Recife, em Pernambuco. Ela foi construída durante o período de dominação holandesa, de 1630 a 1657.

"É muito importante nós sabermos das influências dos povos que interferiram nas nossas crenças. Houve uma presença marcante dos povos judeus no Brasil, principalmente no Brasil Colonial. Na península Ibérica existiam muitos judeus. Ocorreu uma migração dos judeus tb para Amsterdã, na Holanda. quando Maurício de Nassau veio fazer a exploração do Nordeste. Primeiro os holandeses tentaram invadir a Bahia, depois conseguiram invadir Olinda, logo após o povoado de Recife, em Pernambuco. Lá eles fizeram os pilares do velho Recife. Nessa época, Nassau convidou os judeus para que eles fizessem os serviços de cartório e eles se estabeleceram na antiga rua dos judeus. Portanto, os judeus vieram para o Brasil e eram uma comunidade muito grande, de 10 mil habitantes que havia na colônia, 1500 eram judeus", contou.

Segundo Roma, o primeiro rabino do Brasil foi o luso-holandês Isaac Aboab da Fonseca, que chegou ao Recife em 1641. "Mas, Nassau trouxe essa liberdade religiosa, onde havia convivência de várias etnias, os negros e judeus, por exemplo. Os judeus estabeleceram a sinagoga em Recife, depois houve a insurgência, juntaram as etnias e expulsaram os holandeses. Mas o fato marcante é que esses homens se uniram e disseram aqui é meu lugar, com o sentimento deles surgiu a palavra nação escrita em um documento pela primeira vez, a sensação de pátria. depois disso surgiu a inquisição, essa tribo de judeus estabelecida no Recife recebeu um ultimato; ou se convertiam ao cristianismo ou iam embora.



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