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Vivo chega a 4 meses sem identificar chamadas em bairros de Salvador
O Grupo Metrópole mais uma vez vai em defesa dos direitos dos clientes da Vivo. Há quatro meses, pelo menos quatro bairros de Salvador sofrem com problemas na identificação de chamadas. Antes, qualquer ligação feita para usuários que estivessem no Cabula, em Pernambués, no Horto Bela Vista ou na Estrada das Barreiras aparecia como “desconhecido” na tela dos celulares da Vivo. [Leia mais...]

Foto: Tácio Moreira/Metropress
O Grupo Metrópole mais uma vez vai em defesa dos direitos dos clientes da Vivo. Há quatro meses, pelo menos quatro bairros de Salvador sofrem com problemas na identificação de chamadas. Antes, qualquer ligação feita para usuários que estivessem no Cabula, em Pernambués, no Horto Bela Vista ou na Estrada das Barreiras aparecia como “desconhecido” na tela dos celulares da Vivo.
Desta vez, o problema é novo, mas com o mesmo perfil: na identificação das chamadas aparece o número do próprio consumidor. Ou seja: a Vivo inventou um novo tipo de telecomunicação: a entre você e você mesmo.
E, como vocês sabem, nós, do Grupo Metrópole, também somos vítimas do péssimo tratamento da Vivo com seus clientes. Em nossa sede, que fica em Pernambués, tanto os funcionários como os visitantes ficam sem saber quem os procura pelo telefone. Desde que trocamos o nosso serviço de telefonia corporativa para a operadora que diz que “pega bem”, não faltam problemas: apesar de pagarmos mais caro, temos um serviço pior e um atendimento que se arrasta em prazos e prazos não cumpridos.
É por isso que, agora, dizemos ao nosso ouvinte e leitor: entendemos como você se sente...
7 mil queixas em um mês, só em um site
A empresa do (risos) “pega bem” consegue se manter sempre como primeira colocada nas “mais reclamadas dos últimos 30 dias” registradas pelo site de queixas Reclame Aqui. Desta vez, o número chegou a quase 7 mil clientes enfurecidos pelos mais variados problemas: além da já citada identificação de chamadas, tem pacote de internet que termina antes da hora, contas indevidas ou com valores exorbitantes, atendimento ineficaz...
Tantas reclamações não são à toa: segundo o Reclame Aqui, a Vivo é uma empresa “não recomendada”.
Metrópole vai à Justiça
O advogado Cândido Sá, especializado em direito do consumidor, conta que o Grupo Metrópole fez como muitos dos brasileiros que sofrem com o serviço da Vivo: apelou à Justiça.
“A Metrópole, assim como milhões de brasileiros e como várias empresas, consumidores e pessoas físicas, sofre com o péssimo serviço de telefonia. É fechado um contrato, que tem cláusulas e obrigações da operadora. Mas ela não cumpre essas obrigações. A Vivo compromete-se a fazer isso. Aí é aquela velha história: você compra 10 kg de açúcar e o sujeito lhe entrega seis. É correto? Não. Na mesma hora você vai reclamar, porque está sentindo isso do ponto de vista físico. Com o serviço de telefonia, é a mesma coisa”, falou.
Especialista em direito do consumidor critica Anatel
Candido Sá explica que não identificar chamadas configura quebra de contrato e recomenda que os lesados reclamem na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “Depois, busquem a Justiça para fazer uma rescisão contratual, com a reparação de danos ou ação indenizatória de imediato”, falou.
Sá lembrou também que a Anatel falha na fiscalização. “A Agência tem sido inerte na deficiência apresentada por essas operadoras. O consumidor precisa ir à Justiça”, aconselha.
Vivo deu caso como resolvido
Em contato com a assessoria de imprensa da Vivo, a empresa afirmou que os problemas denunciados desde agosto já tinham sido solucionados, inclusive com equipes de todo o país envolvidas, que teriam se deslocado para solucionar os reparos na antena que atende aos bairros de Pernambués e Cabula.
Pelo visto, a operadora deu como resolvido um problema que continua afligindo seus clientes. Informada pelo Grupo Metrópole, a Vivo disse que novas equipes técnicas vão trabalhar para detectar as causas do defeito em seu serviço.
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