Cidade 17 de Fev de 2017 • 09:46

Setps diz que greve seria "estupidez" e acusa rodoviários de "chantagem"

Setps diz que greve seria

Foto: Bruno Concha/Agecom

O diretor de relações institucionais do Sindicato das Empresas de Transportes de Salvador (Setps), Jorge Castro, afirmou, na manhã desta sexta-feira (17), em entrevista à Rádio Metrópole, que ainda não recebeu nenhuma informação a respeito de uma possível greve dos rodoviários.

"O sindicato precisa nos oficializar. A partir do momento que eles fizerem, nos posicionamos. Acho que é prematuro, isso é histórico, o sindicato sempre usou o Carnaval como forma de chantagear a cidade. Temos que tomar cuidado por causa das consequências que isso traz. Todas as empresas estão em dificuldades, mas a CSN está com maior. Se eu não estou conseguindo dinheiro para depositar o FGTS [Fundo de Garantia por Tempo de Serviço], como é que vou conseguir dinheiro no Carnaval? É algo meio estranho, esquisito, o sindicato usar esse argumento. Não adianta dizer que vai fazer greve, não posso pagar, não vai ter arrecadação, vai piorar a situação financeira. Uma greve agora é um caos. É uma estupidez do ponto de vista das empresas, e ainda vai prejudicar a população", pontuou.

"Se a gente for comunicado hoje, temos 72 horas. Se ocorrer alguma greve, é terça ou quarta. Recebendo isso, com certeza, a gente vai refletir, se for necessário, o Setps não vai deixar de fazer essa conversa com os rodoviários", ressaltou. 

Por sua vez, o secretário de Mobilidade de Salvador, Fábio Mota, afirmou, também à Rádio Metrópole, que está mediando as conversas com os rodoviários e até o final do dia o impasse deve ser resolvido. "Há 10 dias a gente vem mediando.O grande problema era a mediação do Carnaval, era um pleito dos rodoviários. Nós conseguimos que a gratificação fosse garantida, era a questão do FGTS que estava atrasado. Agora estamos discutindo o último item: a participação dos rodoviários nos lucros das empresas", explicou Mota. 



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