Brasil 11 de Jan de 2017 • 10:31

Febre amarela urbana pode se tornar uma tragédia no Brasil, alerta pesquisador

Febre amarela urbana pode se tornar uma tragédia no Brasil, alerta pesquisador

Foto: Tua Saúde

"Precisamos entender o risco de reintrodução de febre amarela urbana, o que seria uma enorme tragédia, talvez maior do que zika, dengue e chikungunya juntas - porque ela mata quase 50% das pessoas que não são tratadas." A informação é do epidemiologista Eduardo Massad, da USP.

Segundo ele, já se esperava "um surto maior da febre amarela silvestre, mas devemos nos preocupar, sim. Estamos sentados em uma bomba-relógio" afirma. 

A matéria publicada nesta quarta-feira pela BBC Brasil diz ainda que o "aumento de casos de febre amarela silvestre (transmitida em regiões rurais e de mata) em Minas Gerais pode ser um surto cíclico da doença, como observado em 2009. Mesmo assim, o país corre risco de ver um retorno dela às áreas urbanas" disse o estudioso.

Em Minas Gerais, estado que faz fronteira coma Bahia, "23 casos suspeitos foram notificados no interior  - 14 deles levaram à morte dos pacientes". Ainda em dezembro de 2016, no interior de São Paulo, foi confirmada uma morte causada pela febre amarela silvestre, a primeira desde 2009.

O Ministério da Saúde notificou a OMS (Organização Mundial da Saúde) dos casos. A febre amarela causa calafrios, febre, dores de cabeça e no corpo, cansaço, perda de apetite, náuseas e vômitos em sua fase inicial, que dura de três a cinco dias. Na mais grave, "a doença provoca hemorragias e insuficiência nos rins e no fígado, o que pode levar à morte".

 



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