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Secretário de Saúde mostra que denúncia de superfaturamento é improcedente

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Secretário de Saúde mostra que denúncia de superfaturamento é improcedente

O secretário estadual de Saúde, Fábio Villas Boas, negou nesta terça-feira (20), em entrevista a Mário Kertész, que sejam cometidas irregularidades nas licitações de compra de medicamentos, como denunciado por um ouvinte da Metrópole na última sexta-feira (9). Na ocasião, o homem, que declarou ser representante de um laboratório paulista, afirmou que a pasta praticava superfaturamento no preço de um gel para auxiliar no tratamento de escaras e na feitura de curativos.

Secretário de Saúde mostra que denúncia de superfaturamento é improcedente

Foto: Tácio Moreira/Metropress

Por: Bárbara Silveira no dia 20 de outubro de 2015 às 08:20

O secretário estadual de Saúde, Fábio Villas Boas, negou nesta terça-feira (20), em entrevista a Mário Kertész, que sejam cometidas irregularidades nas licitações de compra de medicamentos, como denunciado por um ouvinte da Metrópole na última sexta-feira (9). Na ocasião, o homem, que declarou ser representante de um laboratório paulista, afirmou que a pasta praticava superfaturamento no preço de um gel para auxiliar no tratamento de escaras e na feitura de curativos.

"Sou fornecedor de produtos de laboratório, em São Paulo, e há dois anos estamos pedindo para a secretaria de saúde padronizar um produto em faixa de 4.372% de alta de mercado. Há um ano atrás realizou-se uma liquidação no Rio de Janeiro, este produto foi plotado a R$ 39,40. O distribuidor dessa marca vai entrar hoje em Salvador com o preço de 3.372%", disse o leitor que acusou a pasta de “roubo” ao comprar medicamentos inflacionados em cerca de 5.000%.

Logo em seguida, o secretário anunciou que suspendeu a licitação marcada para aquele dia, a fim de que o processo fosse analisado criteriosamente. Nesta terça, Vilas Boas explicou a razão da suspensão. "É obrigação do gestor publico apurar qualquer tipo de denúncia, para prestar contas à população. Minha equipe levantou todos os dados e, ontem, quando voltei pra secretaria, tomei conhecimento de todos os documentos — que fiz questão de trazer —, e a denúncia, não sei com que interesse, é leviana”, afirmou.

Após a análise da documentação, ficou comprovada que nenhuma irregularidade havia sido cometida no processo de compra de produtos usados em curativos. “É um dos mais modernos, é um gel com uma base de alga em que você coloca, ele gera um filtro e protege o tecido, para a pele regenerar. Estamos licitando um desses produtos, e tem vários. É a mesma coisa de licitar iodo, o cara vender mertiolate, e ele dizer que a gente tem que vender mertiolate. Os técnicos, os médicos e as enfermeiras escolheram esse produto como padrão. A gente não pode aceitar que uma pessoa que venda uma outra substância diga que é igual, a menos que ele me prove cientificamente que é igual. Nós estamos licitando um produto que vários distribuidores podem vender. Vários vendedores podem apresentar preços diferentes", argumentou.

Segundo o secretário, o produto foi licitado em Camaçari por R$ 68. "No Rio, que o denunciante diz que é 3 mil vezes mais barato, foi vendido por R$ 55,40. Não existe procedência nesse tipo de denúncia. A licitação não se concluiu porque eu suspendi. Não existe nenhuma licitação no Rio com um produto similar que tenha sido abaixo de R$ 55. Faço questão de apurar, porque acho que precisamos valorizar o dinheiro público”, completou.