Política

Líder do governo no Congresso Nacional troca farpas com deputada no Twitter

Rusgas virtuais começaram após a parlamentar Carla Zambelli criticar o silêncio de Joice Hasselmann sobre os ataques à Medida Provisória 870

[Líder do governo no Congresso Nacional troca farpas com deputada no Twitter]
Foto :Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Por Aline Reis no dia 18 de Maio de 2019 ⋅ 10:00

Na noite desta sexta-feira (17), as deputadas federais Carla Zambelli e Joice Hasselmann, ambas do PSL-SP, protagonizaram um desentendimento no Twitter. O motivo seria o sobre o silêncio da líder do Congresso Nacional, Joice Hasselmann mediante o "ataque" à MP 870 na comissão mista da Câmara que analisou a medida.  

“A MP 870 sofreu grave ataque na comissão, e pergunto: por que a líder Joice Hasselmann não fala nada disso em suas redes?”, questionou Carla. 

Em resposta à parlamentar no twitter, Joice afirmou que "está preocupada com o país e não com curtidas em tuítes ou lives". 

"Porque eu – ao contrário de você – penso no bem do país e do governo Jair Bolsonaro. Porque eu sei fazer conta, conheço matemática básica e logo sei que SEM A MAIORIA NÃO SE APROVA NADA. Porque eu estou preocupada com o país e não com curtidas em tuítes ou lives. Porque eu sou inteligente, já você…”. 

A discussão continua e Carla diz que o presidente deve "abrir o olho com a líder do Congresso". 

“Inteligente = casamento com Centrão??? Bom, não sou eu quem está em tour nacional de pré-campanha 2022. Jair Bolsonaro que abra o olho com você, Joice Hasselmann". 

Joice retrucou afirmando que a deputada é "aquela que ninguém do PSL queria". 

“Claro que não! Você é aquela que ninguém do PSL queria. Que EU tive que filiar e que me arrependo PROFUNDAMENTE. Filiei, dei meus votos e agora vejo meu erro em apostar em uma farsa. Temos uma mocinha ‘moralista’ esbanjando do NEPOTISMO cruzado. TRISTE. FARSA".  

“A BURRALDA nepotista começou e deve estar orientada por alguém”, completou Joice. 

O parecer aprovado pela comissão mista que analisou a MP determinou a volta do Coaf para a Economia e o desmembramento do Ministério do Desenvolvimento Regional em duas pastas —Integração Nacional e Cidades. A MP precisa ser aprovada pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado até o dia 3 de junho, caso contrário perderá validade.

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