Saúde por Matheus Morais no dia 05 de Jan de 2018 • 12:04

Consultoria prevê que seguro de saúde terá maior alta em quatro anos

Consultoria prevê que seguro  de saúde terá maior alta em quatro anos

Foto: Agência Brasil

Uma projeção da consultoria TCP Latam, divulgada pela coluna Mercado Aberto, do jornal Folha de S. Paulo, mostra que os planos de saúde devem terminar o ano com meio milhão de vidas a mais em carteira.

Trata-se de um aumento de 1% em relação ao número atual de atendidos. De acordo com o diretor da consultoria, Ricardo Jacomassi, o desempenho vai depender do emprego formal, principal impulsionador do mercado. "A correlação dessas variáveis é forte, mas tende a se enfraquecer", ressaltou.

Outra novidade é que os contratantes passarão a negociar a oferta de plano a cada contrato de trabalho, e não como um benefício a todos. O regime intermitente fará com que o seguro seja mais incomum, afirmou Jacomassi à publicação. Em nota, a Fenasaúde afirmou que o impacto, seja qual for, não virá no curto prazo.

"Já se percebe a oferta de planos segmentados, como só para internação", disse o professor da Escola Nacional de Seguros Charles Lopes. "O produto completo é caro. Muitas empresas criam alternativas com atendimento mais restrito", completou.

Outra novidade é um tempo mínimo de emprego, geralmente um ano, antes que o trabalhador passe a ter seguro, segundo Irlau Machado Filho, presidente da NotreDame Intermédica. A empresa atende a 3,5 milhões de pessoas, na soma de planos médicos e odontológicos, e a meta é crescer 15%. "Se o desemprego permanecer em torno de 12% será um alívio. Nós já crescemos dentro do nosso nicho nos últimos anos", ressaltou.



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