Saúde 17 de Mar de 2017 • 17:00

Apesar da relação com peixe, pesquisador diz que síndrome é situação excepcional

Apesar da relação com peixe, pesquisador diz que síndrome é situação excepcional

Foto: Fotos Públicas

O médico infectologista e pesquisador Antônio Bandeira defende que apesar da Síndrome de Haff, inicialmente batizada como "doença misteriosa", ter relação com o consumo de peixes, as pessoas não devem modificar seus hábitos alimentares.

"É preciso destacar que essa é uma situação rara, com poucas dezenas de casos entre milhões de pessoas que estão consumindo peixes. É uma situação excepcional porque se trata de uma síndrome rara", disse ele em entrevista à Rádio Metrópole, na tarde desta sexta-feira (17).

Bandeira explicou que a demora para o diagnóstico da doença, cujas pesquisas acontecem há quatro meses, foi uma situação "nebulosa". "Não conseguíamos pensar em nada", explicou. Ele acredita que o trabalho ainda vai demorar para ser concluído. "Precisamos continuar a investigação e ter pessoas engajadas para tentar, aos poucos, descobrir onde o elo se desfaz", disse.

Os principais sintomas da síndrome de Haff são intensas dores musculares e urina escurecida, na grande maioria dos casos. De acordo com o pesquisador, os pacientes costumam apresentar os sintomas por três dias, período considerado de rápida recuperação.

O tratamento

O paciente precisa estar bem hidratado para manter uma boa filtração do rim. Por isso, o médico Antônio Bandeira alerta para a auto-medicação. "Não deve ser feito o uso de anti inflamatórios, pelo potencial de afetar os rins. O combate a dor deve ser feito com analgésicos comuns", destaca. De acordo com o infectologista, o fundamental é que o indivíduo procure um médico para fazer exames e ter um diagnóstico mais preciso. 

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