Política por Evilásio Júnior no dia 14 de Fev de 2018 • 12:09

Ferraz diz que única prova contra ele é ‘fragmento do dedo’: ‘Nunca peguei dinheiro sujo’

Ferraz diz que única prova contra ele é ‘fragmento do dedo’: ‘Nunca peguei dinheiro sujo’

Foto: Reprodução/ TV Bahia

O ex-diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, Gustavo Ferraz (MDB), negou, em contato com o Metro1, nesta quarta-feira (14), que o seu nome tenha aparecido no relatório da Polícia Federal, divulgado pelo Estadão e repercutido no portal. A publicação aponta uma troca de e-mail entre ele o ex-assessor de Lúcio Vieira Lima (PMDB), Job Ribeiro Brandão, e o primo do ex-ministro Geddel, Jayme Vieira Lima Filho, em 2015.

“A procuradora-geral da República [Raquel Dodge] diz que não tem crime a partir de 2012. Eu estou respondendo por um caixa dois de campanha em 2012. Não tem nada. No depoimento do cara [Job] que está no inquérito, ele diz que não tem nada comigo, que nunca recebeu nada meu, nem me deu nada”, defendeu-se Ferraz. Veja o parecer da PGR aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Alvo de busca e apreensão, o emedebista garante que nada foi encontrado contra ele e, por isso, o Supremo Tribunal Federal (STF) o liberou da prisão domiciliar. “Não tem um documento que ateste nada. Não tem uma prova. No celular não tem nada. No computador não tem nada. Já estou,inclusive, pedindo para devolver as coisas. Você acha que, diante dessa situação toda que está aí no país, o ministro [Edson] Fachin, que não soltou ninguém, ia me soltar? Ia remover todas as medidas cautelares minhas? Se ele foi flexível é porque não tem mesmo. Qual a relação que eu tenho com o ministro Fachin? Nem político, nem figura de expressão eu sou. Qual a articulação que eu tenho para convencer o ministro Fachin de que ele tem que me soltar? Sem as provas? Imposto de renda, tudo meu está lá. Não tem nada, nada, nada. Nunca peguei dinheiro sujo para botar em minhas coisas. Nunca comprei nada com dinheiro sujo. Não tem nada, bicho”, assegurou.

Gustavo Ferraz diz ainda que tem sido alvo de reportagens ofensivas e inverídicas. “O que houve comigo foi um linchamento público, com mentiras absurdas. Para você ter uma ideia, eu tenho o relatório da Polícia Federal que tem a papiloscopia. Tem uma digital minha que é um fragmento do dedo anelar direito. Metade do meu dedo em um saco plástico. E se fala em digitais em malas. Não tem nada disso. Estão tentando atribuir a mim uma figura que não sou eu. Não sou que participou disso. Não tenho nada a ver com aquele dinheiro”, afirmou.

Suspeito de auxiliar Geddel Vieira Lima a esconder o bunker com R$ 51 milhões – atribuído ao ex-ministro – em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador, Ferraz chegou a ser detido em regime fechado no mês de setembro do ano passado e passou para a prisão domiciliar dois meses depois. Em 3 de fevereiro ele foi liberado para responder ao processo em liberdade, após a tese da sua defesa, de que ele não oferece risco e colaborou com as investigações, ser acatada pelo STF.



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