Política por Laura Lorenzo e Matheus Simoni no dia 11 de Out de 2017 • 15:35

Sobre empréstimo vetado, Neto acusa Rui de "procurar culpados e desculpas"

Sobre empréstimo vetado, Neto acusa Rui de

Foto: Matheus Simoni / Metropress

Durante a inauguração da intervenção viária na Avenida Octávio Mangabeira, na altura do Jardim dos Namorados, nesta quarta-feira (11), o prefeito da capital baiana, ACM Neto, cutucou o governador Rui Costa. No discurso, o democrata acusou o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) de ter perseguido sua gestão por quatro anos, mas disse que isso não foi motivo para ele procurar ʹculpados e nem desculpasʹ para não trabalhar, mandando uma indireta para o petista baiano.

"Poderia aqui falar de dezenas e dezenas de obras que foram realizadas para melhorar a mobilidade da nossa cidade, e todas elas com recursos próprios da Prefeitura. Eu não fiquei procurando culpados e nem desculpas. Nós, aqui na Prefeitura, fomos perseguidos durante quatro anos pelo governo do PT, que não nos liberou um centavo para nada. Só que o prefeito não ficava lamentando, transferindo a responsabilidade, procurando culpados. Não, eu corri atrás", acusou o prefeito.

Neto negou que tenha provocado o boicote ao empréstimo pedido pelo governo do estado ao Banco do Brasil, que, apesar de até ter sido publicado no Diário Oficial da União, nunca foi repassado. "Ninguém está pedindo nada contra o governo. Eles ficam pensando isso porque faziam isso contra a gente. Agora, se o governo não está organizado e não tem a capacidade, não venha procurar culpados e nem desculpas. Responda e assuma a sua responsabilidade", completou o democrata.

Em agosto, o senador Otto Alencar afirmou à Metrópole que o presidente da República, Michel Temer (PMDB) assumiu que o DEM, partido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e de Neto articulou para que o empréstimo não saísse para o governo da Bahia.

Troca de acusações

Assim como o governador tem reclamado, hoje, sobre o embargo do governo de Michel Temer, Neto também costumava se queixar de perseguição do governo Dilma. Em novembro de 2015, Rui fez a mesma acusação hoje apontada por Neto: de que o rival está de braços cruzados reclamando. "Temos que buscar uma solução, foi pra isso que o povo nos elegeu. Não posso esconder que há uma crise no país. Eu tenho duas opções: ou eu cruzo os braços e fico reclamando da presidente ou busco uma solução. Como parceiro administrativo e político da presidente, já ofereci a opção de que o valor que seria feito via OGU [Orçamento Geral da União] possa ser feito por um empréstimo ao estado, ou eventualmente como uma PPP. No caso do município, pode fazer a mesma proposta. Até onde eu sei, o município também tem crédito", disse Rui na época.



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