Política 17 de Jun de 2017 • 16:05

Fachin dá prazo de três dias para PF se manifestar sobre nova transferência de Loures

Fachin dá prazo de três dias para PF se manifestar sobre nova transferência de Loures

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, deu prazo de três dias para que a Polícia Federal se manifeste por escrito sobre um novo pedido de transferência do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor do presidente Michel Temer, preso desde o começo de junho. Loures é investigado no mesmo inquérito de Temer, por suspeita de atuar como intermediário do presidente para assegurar interesses da empresa JBS no governo em troca de propina.

A defesa de Loures, que estava no Presídio da Papuda, alegou na semana passada que o ex-deputado corria risco de vida e pediu prisão domiciliar ou escolta policial dentro do presídio. O ministro Fachin, entretanto, determinou a transferência de Loures para a superintendência da PF e ordenou que os policiais assegurassem a integridade física dele. A defesa do ex-deputado, contudo, voltou a argumentar ao ministro alegando que ele está agora em cela de isolamento, sem condições mínimas de saúde, como banho de sol e higiene pessoal, e que o local não possui sequer banheiro, "direitos mínimos do custodiado".

Por isso, o ex-deputado afirmou que preferia voltar para a Papuda "por sua conta e risco", com recomendações para que a penitenciária desse atenção especial à sua segurança, ou ser transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar, onde ficam detidos policiais. No entendimento de Fachin, contudo, a segurança de um custodiado é dever do Estado, ainda mais diante de ameaças, e por essa razão ele preferiu ouvir a PF sobre o que seria mais adequado para assegurar a integridade de Loures.



publicidade:


Notícias : Política