Política 12 de Jan de 2017 • 06:01

12 anos de vergonha? Nilo tenta sexto mandato, mas nunca esteve tão acuado

12 anos de vergonha? Nilo tenta sexto mandato, mas nunca esteve tão acuado

Foto: Tácio Moreira/Metropress

O dia 2 de fevereiro não vai ser só de Iemanjá: também terá grande expressão para o cenário político da Bahia. Isso porque, na data, acontece a votação que pode pôr fim à passagem de Marcelo Nilo à frente da Assembleia Legislativa.

Após cinco longos mandatos no cargo, dois candidatos — Angelo Coronel (PSD) e Luiz Augusto (PP) — seguem na disputa pedindo a alternância de poder e evitando que Nilo receba mesmo o título de “Ramseis” – uma alusão ao faraó Ramsés e à tentativa do sexto mandato. “Esta Casa precisa de mudanças, de renovação, de oxigenação. Estamos vivendo um momento delicado, onde a classe política está sendo dilapidada”, disse Coronel à Rádio Metrópole

Mas se de um lado os parlamentares clamam por renovação, do outro, Nilo dá a sua vitória como certa, já tendo, segundo ele, 32 votos. Mas seus adversários ganham força a cada dia e discordam da matemática do “Ramseis”.

“Jogo para ganhar confiança”
Representante do PP na busca pela presidência da Assembleia, o deputado Luiz Augusto aposta na derrota de Nilo no dia 2 de fevereiro. “Tenho certeza absoluta que ele não tem os 32 votos. As pessoas têm me procurado e falado que não vão votar nele. Com essa divulgação dos nomes, alguns até sem autorização, eu acho que ele vai perder mais voto ainda. Teve um que chegou pra mim e disse: ‘Luiz, pode ficar tranquilo, agora eu vou votar em você’. Ele está fazendo um jogo para ver se ganha confiança, se atrai mais gente. Ele sempre fez isso”, afirmou.

Deputada nega que acordo com Nilo tenha sido fechado: “Estamos decidindo”
Apesar de Nilo e o presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, afirmarem que o partido vai votar pela reeleição, a deputada Luiza Maia (PT) afirmou à Metrópole que não é bem assim e que ela ainda não decidiu seu voto. 

“A bancada ainda está fechando. Tem algumas coisas que discordamos. Temos tantas críticas... A rotatividade é importante. Eu acho que ele não está impondo: as pessoas votam nele. Mas eu acho que essa reeleição (...) é um momento diferente. São quatro candidatos”, argumentou, referindo-se a Coronel, Nilo, Augusto e Pastor Isidório (PDT), que já retirou a candidatura. 

33 votos para Nilo? “blefe, blefe, blefe”, diz Coronel 
Sobre a declaração de Nilo de que tem o voto de 33 deputados — o suficiente para assegurar sua reeleição —, o rival Ângelo Coronel paga para ver. 
“É mais um blefe do deputado Marcelo. Eu acho que quando as urnas forem abertas, no dia 2 de fevereiro, Marcelo vai ter uma grande surpresa que ele jamais vai esperar na vida dele. Porque mesmo ele declinando que tem 32 apoios, na minha contabilidade, ele só conta com 23. É blefe, blefe, blefe. [Está sendo,] Como sempre foi, um grande jogador”, disse o adversário.

“Fora, Nilo”: Psol apela a Senhor do Bonfim
O PSOL se apegou à máxima ‘quem tem fé, vai a pé’ e recorre ao Senhor do Bonfim para pedir a saída de Nilo da presidência da Assembleia. Na Lavagem, que acontece nesta quinta-feira (12), o partido organizou um “Fora, Nilo”. “Para divulgarmos as negociatas, as trocas de favor e a prostituição pública que ocorre na Assembleia. De 5 mil funcionários apenas 352 são concursados. Um absurdo! Nilo é um coronelista autoritário”, reclama o presidente estadual do PSOL na Bahia, Ronaldo Santos.



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