Política 11 de Jan de 2017 • 15:33

Crise econômica: Governo tem que ser "motor de arranque", diz ex-presidente

 Crise econômica: Governo tem que ser

Foto: Tácio Moreira/Metropress

Durante discurso realizado no 29º Encontro Estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na manhã desta quarta-feira (11), em Salvador, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou sobre a crise econômica do Brasil e disse que o governo tem que ser o motor de arranque.

"Os estados não podem investir, a prefeitura não pode investir, o banco não está fazendo empréstimos e a economia está paralisada. Com a economia paralisada não tem crédito para o produtor rural, não tem mais o programa de compra de alimento que foi a salvação de muita gente. Ou seja, eu me pergunto, se não tem financiamento, não tem crédito, não tem capacidade de investimento, o que que vai fazer? O que eu estou defendendo é que, nesse momento de crise, o Estado tem que ser o indutor do desenvolvimento. Eu trabalhava na Villares, e lá a gente fazia motor de navio que pesava 600 toneladas. Era um motor de navio muito grande, com uns 12 metros de altura. A gente montava o motor na Villares, depois que a gente montava o motor, tinha um motorzinho de arranque pequenininho que a gente ligava aquele motorzinho de arranque para fazer o motor grande funcionar. Ele ficava 30 dias funcionando e a gente fazendo ajustes", disse o petista.

"O governo tem que ser o motor de arranque. Ou seja, nós estamos diante de uma roda gigante e todo mundo quer andar na roda gigante e a desgraçada está parada porque não tem ninguém pra ligar essa desgraçada. Quem tem que ter coragem é o governo. Ou ele tem coragem de aumentar imposto e mandar para o Congresso uma medida aumentando imposto para aumentar arrecadação, ou ele tem coragem de aumentar a sua dívida. É engraçado porque eles enganam a gente todo dia. Os Estados Unidos quando começou a crise do sub-prime, a crise das moradias nos EUA, que dez milhões de americanos perderam a sua casa, a dívida pública americana era de 64,5 ou 64,7. Hoje, a dívida americana é de 107%, a dívida da Alemanha foi pra 98% do PIB", completou Lula. 

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