Política por Laura Lorenzo e Matheus Morais no dia 11 de Jan de 2017 • 15:30

Em discurso, Lula exalta políticas sociais do PT: "Não é gasto, é investimento"

Em discurso, Lula exalta políticas sociais do PT:

Foto: Tácio Moreira / Metropress

Em um discurso acalorado na manhã desta quarta-feira (11), durante o 29º Encontro Estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) salientou a importância das políticas sociais promovidas pelo Partido dos Trabalhadores durante o seu governo e os avanços na igualdade econômica no Brasil. 'Porque não é gasto, é investimento', afirmou o petista.

"Pessoas são a verdadeira razão da construção de uma nação. Uma nação onde as decisões das coisas boas e das cosias ruins serão coletivas. Em que as pessoas mais humildes possam participar dizer: 'eu quero assim ou eu quero assado'", defendeu Lula. "Esse país aprendeu em pouco tempo que é possível a gente levar benefício para as pessoas mais humildes. E um programa como o 'Luz para Todos' só pode ser feito se o estado assumir a responsabilidade dos custos. Levar energia para uma pessoa tratar o leite, ferver água dar um banho numa criança lá no fim do mundo é tão importante quanto levar água quente para uma madame tomar banho na Avenida Paulista ou Copacabana", exaltou o ex-presidente. 

Lula defendeu ainda a distribuição de renda, o investimento em políticas socias para geração de emprego, e a inclusão de camadas menos favorecidas nos planos políticos do governo para o aquecimento da economia interna. "Se eu pego R$ 100 milhões e distribuo R$ 10 mil para cada um, esse dinheiro não vai para o banco, vai para o comércio no dia seguinte. As pessoas vão comprar mais arroz, mais feijão, mais carne, mais coisas que vai fazer o dinheiro gerar muito rapidamente. Muito dinheiro na mão de poucos é concentração de riqueza. Pouco dinheiro na mão de muitos é distribuição de riqueza". disse.

Em seu discurso, o ex-presidente também criticou o monopólio de grande parte dos recursos econômicos do país pela elite brasileira. "Na hora em que o estado resolve fazer políticas para incluir as camadas mais pobres, como o programa Bolsa Família, que no começo era achincalhado o de bolsa esmola, a elite perversa desse país, que dava R$ 100 de gorjeta depois de encher o rabo de uísque, não sabe qual é o valor de uma mulher com R$ 100 para ir comprar comida para os seus filhos na bodega da esquina", alegou.



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