Cultura por Matheus Simoni e Paloma Morais no dia 03 de Nov de 2017 • 18:53

"ʹPoliticamente correto de hoje é o que nós chamávamos de ʹcuzãoʹ", diz Marcelo Nova

Foto: Jéssica Galvão/Metropress

O cantor e compositor Marcelo Nova, da banda Camisa de Vênus, foi o convidado especial do Jornal da Cidade 2ª Edição da Rádio Metrópole desta sexta-feira (3). Entre vários assuntos abordados na entrevista com Chico Kertész e James Martins, o músico falou sobre a onda do "politicamente correto" na sociedade. "Você não pode chamar preto de preto, tem que ser Afroamericano. Que porra de Afroamericano o quê? Eu passei muito tempo na minha vida com um contrabaixista que era negro. Ele me chamava de branquelo. Eu, de negão. Qual o problema a disso? Hoje se eu me atrevo a dizer ʹnegãoʹ, o cara vira: ʹSou negão mesmo e aí?!ʹ. Virou tudo uma ofensa pré-concebida", disse Marcelo Nova.

Citando o escritor e poeta irlandês Oscar Wilde, o cantor falou sobre a ʹchaticeʹ dos dias atuais. "Oscar Wilde, um grande bicha, no sentido literal, e grande escritor, um dos meus favoritos. Ele escrevia com uma dose de virulência sarcástica espetacular. Aí fico pensando: não há nada contra homossexual, o chato é a viadagem. É insuportável a lenga-lenga. Aí fica essa coisa, é chato. O politicamente correto de hoje é o que nós chamávamos de ʹcuzãoʹ. Substitua e é a mesma coisa", declarou.



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