Cultura por Matheus Simoni no dia 07 de Out de 2017 • 10:42

Ninha critica administrador da Timbalada: "Se achou no direito de pisotear e humilhar"

Ninha critica administrador da Timbalada:

Foto: Matheus Simoni/ Metropress

O cantor Ninha falou sobre a relação estremecida entre ele e a banda Timbalada, onde atuou por 15 anos. Em entrevista ao Jornal da Cidade 2ª Edição da Rádio Metrópole nesta sexta-feira (6), ele fez críticas ao administrador do grupo, Gilson Freitas, irmão de Carlinhos Brown. "Depois de nove anos [de Timbalada] que ele entrou - até então ele não fazia parte -, ele se achou no direito de pisotear e humilhar, se sentindo superior a tudo e a todos. Ficou essa coisa horrível e a prova está aí. Eu não precisei falar muito, hoje eu falo porque não tenho nada a ver e quando me perguntam, nem gosto de falar, mas não tenho como fugir", disse Ninha, sem citar o nome de Gilson.

Dizendo ter "pena dos timbaleiros", o ex-Timbalada comentou que, por muito tempo, a banda sobreviveu com apoio dos fãs que compareciam aos ensaios antes dos carnavais. "Eu tenho pena do timbaleiros. Eles investiram muitos anos. Encontro pessoas, meninas que pediam dinheiro para lanchar na faculdade. ʹEu não lanchava para ter dinheiro para pagar o Guettoʹ. Senão, não tinha ensaio. Muitos mentiam para os pais e investiam no projeto. Eles não tiveram isso, não tiveram a atenção digna que eles merecem. Se a Timbalada ganhou essa repercussão, foi porque as pessoas apostaram. Não os empresários. O povo contribuiu com os ensaios, mesmo com Brown na frente [no início do grupo]. Na época, ele não tinha recursos e lembro que no primeiro ano que puxamos um bloco, não teve grana e eu não recebi. Eu nunca cobrei esse cachê. Teve uma vez que eu estava na casa da mãe de Brown e teve gente que tacou pedra no telhado dele, porque não tínhamos condição de pagar. Ele, no sacrifício, juntou um grupo de percussionistas. Eu saí mais por eles do que por mim. Eu sou compadre de Brown, ele é padrinho de minha filha. E, quer queira ou quer não, o respeito dele comigo sempre houve. Mas o administrador [Gilson] era diferente", declarou.

Ninha falou ainda sobre a falta de reconhecimento pelo seu trabalho. Ele citou a ausência de um convite para cantar com a banda no projeto de gravação do DVD especial do grupo, que nunca foi lançado, e também a saída de Denny para a carreira solo. "Tudo o que eu fiz, junto com os outros, não valeu a pena porque nem houve agradecimento. Até de participar do DVD, que não saiu. O Denny não suportou, não aguentou e pediu para sair", destacou, tratando de elogiar a nova formação do grupo.

Anunciado em julho, o grupo representa uma fusão de ritmos e é capitaneado por Paula Sanffer, Buja Ferreira e Rafa Chagas. Ninha desejou todo sucesso para o grupo e que a nova formação consiga reerguer a banda para as paradas de sucesso. "É o tipo de coisa, um projeto que é tão bonito e tão bem feito. Os meninos cantam bem, os garotos e a menina cantam muito, mas ela é muito capaz. Mas estão dentro de uma fornalha e pegaram essa batata quente para descascar agora, que é cuidar de um projeto de 30 anos. Não é em 24 horas que se modifica as coisas, até eles pegarem o groove. Agora a Timbalada está massa, principalmente agora que teve essa fusão com a banda de Brown. São meninos maravilhosos e supercompetentes, mas a gente não sabe para onde vai e como vai ser. É complicado", disse. "Eu rezo que dê tudo certo, a Timbalada não pode sumir como outros grupos sumiram. Que venha forte, bonita e como o povo espera e eu espero", completou.



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