Cultura por Matheus Morais no dia 12 de Set de 2017 • 12:34

"Era um personagem muito ambíguo", diz biógrafa sobre escritor Lima Barreto

Foto: Divulgação

"Um personagem ambíguo", é assim que a antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz define o escritor Lima Barreto, sobre quem escreveu a biografia "Lima Barreto: Triste Visionário". Em entrevista à Rádio Metrópole, na tarde desta terça-feira (12), Moritz Schwarcz afirmou que vem trabalhando há 10 anos no livro e falou do estilo e personalidade do autor, dono de obras como "O Triste Fim de Policarpo Quaresma".

"Esse é um autor que é preciso que a gente continue divulgando. Lima Barreto viveu no início do século 20. Ele era negro e se bateu contra a corrupção, contra o preconceito, contra o racismo. O livro mais famoso dele no Brasil é o "Triste Fim de Policarpo Quaresma, um personagem muito importante. O Lima também tem obras primas como "Recordações do Escrivão Isaías Caminha". Ele é um autor de muitas possibilidades, que escrevia contos, crônicas, novelas. O Lima Barreto tem que entrar na vida das pessoas, ele fazia uma literatura militante", descreveu.

A escritora disse ainda que vem trabalhando e discutindo as questões raciais desde seu primeiro livro. "Conheci o Lima Barreto desde então. Ele é um personagem ambíguo: era contra a Academia Brasileira de Letras, mas quer entrar na academia. Era contra o futebol, mas era a favor da linguagem da população. Era um personagem muito difícil de se amarrar, muito ambíguo", ressaltou.



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