Cidade por Gabriel Nascimento no dia 08 de Jan de 2018 • 11:59

Saltur nega responsabilidade em redução de blocos: ʹCulpa é de ninguémʹ

Saltur nega responsabilidade em redução de blocos: ʹCulpa é de ninguémʹ

Foto: Tácio Moreira/Metropress

O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, não descartou a hipótese de participação do grupo Baiana System no Furdunço de 2018, durante entrevista ao Metrópole Turismo, na manhã desta segunda-feira (8).

Desde o último ano, a contratação da banda pela prefeitura é uma incógnita por causa do ato promovido contra o presidente Michel Temer (PMDB) durante o Carnaval 2017 — que chegou ao Conselho Municipal do Carnaval (Comcar) como uma situação "desconfortável".

Ao ser questionado sobre a possibilidade de exclusão da banda da festa, o chefe da Saltur prometeu uma resposta para o dia 12: "Quem disse que não vai ser incluída no Furdunço? Em hora nenhuma eu disse nem que ia, nem que não ia. Ninguém ouviu da boca de ʹpapitoʹ aqui quem vai e quem não vai tocar no carnaval", declarou.

Esvaziamento do circuito Barra-Ondina

O presidente da Saltur negou ainda que a prefeitura tenha responsabilidade com a diminuição dos blocos em Salvador, como o Cheiro de Amor, que pelo segundo ano consecutivo não irá desfilar por falta de patrocínio. "Existe no país uma crise econômica. A crise não tem partido político, nem escolhe setor A, B ou C. Atinge todos os setores. Eu gostaria de ter fechado muito mais patrocinadores e não fechei. De fevereiro do ano passado até agora devo ter visitado mais de 80 marcas privadas para trazer investimentos", justificou.

"A gente não tem conseguido fazer de maneira que a gente gostaria. Mesmo com a crise, a gente tem investimentos bons com banco, companhia aérea (...) acho que a culpa é de ninguém", acrescentou. Investidores argumentam que não colocam dinheiro porque as marcas que já têm parceria com a Prefeitura ocupam um espaço que seria supostamente delas.

Sobre o retorno do bloco Cheiro de Amor — citado por cantora Vina Calmon, em entrevista ao Jornal da Cidade 2ª Edição —, Edington não deu detalhes, mas disse que mantém conversas com o empresário Windson Silva. "Tenho uma reunião marcada para amanhã com Windson para saber como a gente pode fazer. A gente vai buscar isso em breve, é um trabalho que a gente tem feito", disse.

Camarotes na Arena Fonte Nova

Outro tema abordado foi a migração de camarotes do circuito Dodô para a Arena Fonte Nova em 2019. "Quero pagar para ver se isso de fato vai acontecer. Até o momento não passa de rumores, a gente não recebeu nenhuma informação oficial. Vamos ver o que vai acontecer. Acho que ainda tem o carnaval de 2018, falar de 2019 acho prematuro", opinou.

"Se isso for acontecer, de fato, merece uma atenção de entender o porquê de isso estar acontecendo. É lógico que o empresário pensa em resultado, não sei se isso vai ser bom ou não para a cidade. O mundo gira, alguns vão sair, outros vão pra lá [para o circuito Dodô] (...) vamos esperar um pouquinho, fazer o de 18 e depois a gente pensa 19", concluiu.



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