Cidade 17 de Fev de 2017 • 09:13

Rui diz que situação do Hospital Espanhol "não tem solução": "Gestão ruim"

Rui diz que situação do Hospital Espanhol

Foto: Tácio Moreira/Metropress

Nesta semana, o Jornal da Metrópole mostrou o abandono do Hospital Espanhol, que fechou as portas em setembro de 2014 por problemas financeiros. Em entrevista a Mário Kertész nesta sexta-feira (17), o governador Rui Costa (PT) disse que o Espanhol “não tem solução” e citou ainda o que chamou de “gestão deficiente” da unidade. 

“O governo, em 2013, ajudou através do Desenbahia com um empréstimo de R$ 53 milhões. Na época, a Caixa ajudou com mais R$ 36 milhões. Some aí os dois valores, vamos chegar a quase R$ 90 milhões. É valor histórico, não tá atualizado. Foi colocado no Hospital Espanhol. Infelizmente, o hospital antes e depois desse empréstimo, continuou com um grave problema de gestão muito ruim. A época, eu inclusive tinha dúvida se deveria fazer ou não o empréstimo. É a mesma coisa de colocar água limpa em balde de água suja, o resultado vai ser mais água suja. Não limpa a água, suja a que estava limpa. Colocamos mais dinheiro em uma gestão deficiente. Não deu outra, o dinheiro foi embora, o hospital quebrou e o problema tá mais grave do que era”, disse.

“Dívida monstruosa”

Citando as dívidas trabalhistas da unidade, o governador disse que o débito do Desenbahia precisa ser pago. “O banco emprestou, os gestores tem que cobrar, a Caixa também. Hoje só de divida trabalhista, da má gestão, correram a revelia. Tudo que foi pedido, sequer o hospital fez defesa. Divida monstruosa. Tem pessoas que tá pra receber R$ 3, 4 milhões de indenização. Pediu tudo e algo mais e o hospital não se defendeu. A dívida passa de R$ 150 milhões, só trabalhista. Na minha opinião não tem solução. Tanto a Caixa quando a Desenbahia entraram com pedido de falência, a entidade que faz a gestão recorreu, a minha posição é que a melhor solução é a justiça fazer o mais rápido possível o leilão. Se fizer, o governo do estado avalia entrar e participar para arrematar o hospital. Ali precisa ser hospital. A minha intenção é continuar sendo hospital, mas não vou colocar água limpa em água suja. Não vou botar mais dinheiro agora do governo do estado. Vamos trabalhar para que a justiça faça mais rápido possível o leilão. Se as condições forem viáveis, podemos entrar e participar”, completou. 

“Não vamos mais colocar dinheiro lá”

Após afirmar que nunca tinha sido procurado pela presidente do Espanhol, Niévez Gonzalez – versão que foi negada pela gestora – o secretário Fábio Vilas Boas afirmou à Metrópole que vai receber a presidente na tarde desta sexta-feira. “Vilas Boas vai receber [a presidente do hospital] por educação dele. Ele não tem o que tratar com ela, porque não vamos mais colocar dinheiro lá. Recebi representantes da Espanha, e disse se eles quiserem manter o conceito de hospital Espanhol, a Espanha vai ter que investir. Não vamos colocar mais dinheiro do baiano. Não estamos falando da qualidade das pessoas que estão lá agora, o negócio é que o passivo é impagável. São muitas dívidas. Nenhum processo de recuperação fica em pé. Tem que ter o leilão. Vamos continuar na linha de execução para recuperar o dinheiro que foi colocado lá”, afirmou. 

 

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