Carnaval 2017 02 de Mar de 2017 • 06:00

Carnaval de 2017 teve o folião pipoca como protagonista

Carnaval de 2017 teve o folião pipoca como protagonista

Foto: Mateus Pereira/GovBA

Se a música do Carnaval é uma grande interrogação, por outro, todos têm certeza de quem foi o maior protagonista da festa: a pipoca. Desde o sábado (18), com o Fuzuê, não teve um só dia que a programação da folia, em todos os circuitos, não tivesse boa parte da grade reservada àqueles que não querem pagar para curtir a festa. 

Juntos, Prefeitura e governo financiaram 410 atrações sem corda, garantindo a alegria de foliões como a nutricionista Rafaela Lima, que antes reservava um dia para curtir fora dos blocos e camarotes, mas depois de 2017, promete ampliar o tempo de pipoca. “Tinha medo da violência, do tumulto. Mas este ano fiquei mais tranquila, porque achei a festa mais estruturada desde o pré-Carnaval. Vi bastante policiamento”, analisou.

Turistas invadem salvador e hotéis batem até 96% de ocupação 
Não foi só a “carioca sincera” que preferiu Salvador neste Carnaval.  A foliona carioca ficou conhecida após dar uma entrevista dizendo que preferia a festa de Salvador à do Rio de Janeiro. Resultado: veio à capital convidada pela Prefeitura, com tudo pago por um patrocinador. 
De sábado a terça, a ocupação hoteleira da cidade foi de 87%, segundo a Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (Febha). Apesar de Ondina ter o maior índice de ocupação, com 96%,  de acordo com o presidente da Febha, Silvio Pessoa, o desempenho poderia ter sido melhor. “Faltaram voos e os preços estavam exorbitantes”, afirmou.

Rui Costa: “Carnaval voltando a ser o que era”
Ao todo, 410 atrações gratuitas, financiadas pelo governo do estado e pela Prefeitura, animaram o Carnaval da pipoca. Mas o governador Rui Costa fez questão de ressaltar que investimentos em trios sem corda não envolveram recursos realocados da saúde, segurança e educação. “Os artistas que têm um cachê maior em função da sua fama e do seu prestígio são bancados pelo setor privado, mas a convite do governo, que faz a articulação. Assim fazem os blocos privados: atraem empresas para bancarem grandes atrações. O Carnaval está voltando a ser o que era no passado”, explicou.

Neto promete furdunço “ainda maior”
ACM Neto avaliou positivamente as mudanças do Carnaval 2017 e prometeu um Furdunço “ainda maior” em 2018. “As novidades que trouxemos estão muito bem avaliadas pelo público, a exemplo do palco na Barra, da terça-feira de ‘esquente’ e da abertura do Carnaval com um grande baile na Praça Municipal. A gente sentiu esse Carnaval mais tranquilo. O balanço é muito positivo”, disse. 



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