Brasil por André Teixeira no dia 11 de Jan de 2017 • 09:56

Índice de 6,29% na inflação de 2016 tem um vilão nordestino: a mandioca

Índice de 6,29% na inflação de 2016 tem um vilão nordestino: a mandioca

Foto: Reprodução/Google

Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, fechou o ano de 2016 em 6,29%. Segundo o IBGE: "a mandioca pressionou muito no índice do ano. A mandioca encerrou o ano com 46,58% a mais, em função de problemas na oferta da mandioca. Isso influencia principalmente na alimentação no Nordeste", explicou a coordenação de índices de preços do IBGE.

O IBGE atribui essa alta dos alimentos à produção agrícola brasileira: "O consumidor passou a pagar, em média, 8,62% mais caro do que em 2015 para adquirir alimentos", diz. Segundo o Instituto "entre os alimentos, os maiores impactos partiram dos aumentos de feijão (56,56%), farinha de mandioca (46,58%), leite em pó (26,13%) e arroz (16,16%).

Já os preços relativos a saúde teve variação de 9,23% em 2015 para 11,04% em 2016. "O resultado foi puxado principalmente pelo reajuste dos planos de saúde, que chegou a 13,55% - a maior taxa desde 1997 - e pelos remédios, que ficaram 12,5% mais caros: a taxa mais elevada desde 2000".

Os transportes, no entanto, ajudaram a frear um aumento maior da inflação em 2016, segundo o Instituto. A exemplo das passagens aéreas que fecharam o ano com queda de 4,88%. A educação, também, com alta, de 8,86% em 2016 (9,25% em 2015), "foi influenciada pelo aumento dos preços dos cursos regulares, de 9,12%". 

 



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